Rapidinhas
Rapidinhas 12.08.09
Cidinha, o que você achou:
Das repercussões das denúncias contra o bispo Edir Macedo?
Sabe o que acho, pra valer? Que, aqui, as coisas demoram muito. Todas as gravações que a TV exibiu ontem são antigas. Todo o esquema que está descrito nos jornais já era conhecido.
Mas a investigação e a denúncia do Ministério Público se arrastaram e, só esta semana, a Justiça acolheu.
Por isso, repito o que lhe disse: em geral, até o julgamento tem-se uma eternidade pela frente.
Do seqüestro do Pedro Buarque de Holanda?
Foi o segundo caso, em agosto.
É preciso que a Polícia aja com rapidez e eficiência para evitar que este tipo de crime não volte a ocorrer. Já houve tempo em que alcançou índices insuportáveis, mas a ação da Delegacia Anti-Sequestro (DAS) os reduziu a zero. E, assim, deve continuar.
Da aprovação da Lei anti-fumo?
É importantíssima. Combater o tabagismo é um caso de saúde pública que alcança dimensão em quase todos os países.
Me lembro de quando era fumante e que meu filho reclamava do mau cheiro quando eu entrava em seu quarto. Naquela época, não imaginava os danos que causava a mim e a quem estava por perto.
O cigarro está perdendo terreno. Os jovens fumam menos. Restam os viciados de carteirinha que não conseguem livrar-se.
Mas, além disso, fumar também se transforma em um problema para a limpeza urbana. Em Nova York, por exemplo, as pessoas que se amontoam para fumar nas calçadas, acabam jogando as guimbas no chão. Com a chuva, os bueiros entopem e as ruas ficam alagadas.
Imagina aqui que qualquer chuvinha já faz um estrago.
Da ação da polícia no esclarecimento do assassinato do engenheiro Humberto Cardoso Chaves e de sua mulher, em Camboinhas?
Agiu com eficiência e localizou os criminosos. Com eles, foram encontrados o computador e cartões de crédito da vítima.
Mas o que me chama a atenção, tanto nesse caso quanto no do seqüestro do Pedro Buarque de Holanda, é a participação de um caseiro e do motorista, gente da casa.
Este é um dado que agrava a sensação de insegurança do cotidiano das famílias.
Da ameaça de operação padrão na PM?
É um protesto muito justo. Os policiais militares ganham uma miséria e, cada vez, são mais cobrados pelo comando e perseguidos pela bandidagem.
O salário digno é uma vacina contra a corrupção.
Vida de PM não é fácil. Muitos deles não podem sequer lavar a farda em casa. Esconder a profissão da vizinhança é medida de precaução, de sobrevivência.
Os policiais de Nova York, citada hoje pela segunda vez, que habitam em áreas de risco ganham mais que os outros.
Desse modo, pode-se por em prática a tolerância zero e combater a criminalidade com eficiência.
Da eleição do Collor para a Academia Alagoana de Letras?
Não lhe faltam obras. Tem obrado bastante.
Da avaliação dos Planos de Saúde?
Demorou a cair a ficha da ANVISA. Bastava consultar os órgãos e comissões de defesa do consumidor, os PROCON de todos os estados para verificar que o que não falta é queixa contra todos eles.
E agora, depois da avaliação, o que acontece?
Da indicação de Fernando Cesar Mesquita para dirigir o sistema de comunicação do Senado, inclusive a TV?
Quando a gente pensa que está livre, o ex-porta voz do Sarney, ex-governador de Fernando de Noronha, ex-secretário de Meio Ambiente do Maranhão, ressurge das cinzas para atestar que, no Brasil, tudo continua na mesma, mas sempre pior.
Das versões da Dilma Rousseff e Lina Vieira?
Estou convencida de que os fatos ocorreram como está contado pela ex-secretária da Receita.
Negar por negar, não basta.
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