Rapidinhas
Rapidinhas 20.08.09
Cidinha, o que você achou:
Do arquivamento das representações contra o Sarney?
Lamentavelmente, aconteceu o que todo mundo esperava. Lula exigiu que a bancada votasse contra a abertura de processo e a bancada cumpriu a ordem. Foram votos envergonhados, mas decisivos para provocar perdas irreparáveis para o PT.
Reconheço que tem gente no Partido que não combina com Sarney, que não tem nada a ver com Renan Calheiros, Fernando Collor ou Almeida Lima, como o Lula também não tinha até se perder de suas ideais
O discurso do senador Flávio Arns, do PT do Paraná contundente, chegando a afirmar que não se importaria de perder o último ano de seu mandato porque se envergonha de estar no PT.
A saída da senadora Marina Silva – depois de 30 anos de filiação – representa a perda de uma figura emblemática que sempre pautou sua vida pela coerência com os princípios que a levaram a ingressar no Partido.
Sarney está aliviado e Romero Juca diz que é hora de recuperar a imagem do Senado.
Depois de ontem, como se diz no sul: “Lula tá mal de companheiro”.
Dos erros na agenda da ministra Dilma?
Na casa Civil tem uma agenda no oficial e outra no Black e fica pior com a justificativa dos tecnocratas. Houve um erro “na migração dos dados do portal antigo para o atual”.
A agenda da Lina sumiu, a da Dilma não se encontra. Enquanto isso, o motorista – estava faltando um motorista – Warley Soares, que não se sabe se tem agenda, disse que levou a ex-secretária da Receita várias vezes ao Palácio do Planalto, mas não se lembra das datas. Garantiu, no entanto que a placa do carro oficial era anotada.
Com a palavra o Chefe da garagem.
Da prorrogação da CPI do TCE?
Pra você ver. Terça-feira, com o plenário vazio, Brazão, Délio Leal, Calazans – os de sempre – montaram um bloquinho, um grupelho e conseguiram barrar a prorrogação.
Ontem, nem apareceram para contestar.
Gastaram a macheza na véspera.
Das críticas de magistrados à TV Record?
Só se manifestaram depois que foram atacados diretamente pela emissora. Então, não é crítica. É revide.
A Justiça é assim mesmo, não gosta de novidade. Aceita o estabelecido.
Quando alguém chega e – com um caminhão de provas – acusa outro de ladrão, os magistrados nem querem saber: acolhem o pedido do salafrário e processam o acusador por danos morais.
Já sofri muito com isso.
Quando disse, numa entrevista, que comparado com José Arnaldo Rossi, na época presidente do INSS, o Magri não passava de um trombadinha, a Justiça acolheu quatro pedidos de indenização contra mim. Dois, no Rio e outros dois, em São Paulo.
Resultado: varias vezes tive que ir depor no Foro da Lapa, pagando passagem, advogado, hospedagem porque estava sendo processada por um camarada que, depois, acabou condenado, em primeira instância, a 14 anos de cadeia e a devolver um monte de dinheiro aos cofres públicos.
Mas até aí, perdi tempo e dinheiro para convencer suas excelências de que o ladrão era ladrão. Custou – e como! – a cair a ficha.
Da condenação das turistas inglesas?
Pena leve a de prestar serviços comunitários.
Tentaram um golpezinho safado que lesava o seguro de viagem forjando roubo de suas bagagens.
Nossa Justiça foi muito condescendente com as picaretas súditas da rainha Elizabeth II.
Se o crime fosse cometido lá por brasileiros, tenho certeza de que a recíproca não seria a mesma. A cana seria dura e implacável.
Por muito menos, Jean Charles que não cometeu crime algum foi assassinado com oito tiros, pela polícia inglesa, em uma estação de metrô de Londres.
Do aparecimento de mais uma vítima do técnico de informática que aplicava golpes em mulheres com as quais se relacionava pela internet?
A gente vive preocupada em ensinar filhos e netos a lidarem com a rede e trata de defendê-las dos perigos que podem ameaçá-las.
Mas este caso envolveu mulheres experientes, com mais de quarenta anos, que se deixaram seduzir pela conversa e a aparência deste 171 virtual.
A pureza de princípios pode e deve ser mantida para sempre. É dela que brotam a solidariedade, o despojamento e outros sentimentos que dignificam o ser humano.
Entretanto, chega uma idade em que a inocência tem de acabar. As mulheres não podem cair nessa de que vão descobrir – sentadinhas diante da tela do computador – a saída para todos os seus problemas.
Conseguir velho e pobre tá difícil. Imagina rico, bonito e moço.
Do jogo do Fluminense?
Tá parecendo o Flamengo: esqueceu o caminho do gol. E, na lanterna, isso é suicídio.
“Eu serei você, amanhã” disse o Horcades, presidente do tricolor para o vascaíno Roberto Dinamite.
Resposta da pegadinha:
O nome do deputado da motosserra é Hildebrando Paschoal.
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