Rapidinhas
Rapidinhas 01.09.09
Cidinha, o que você achou:
Do lançamento do pré-sal?
Mantenho todos os comentários que fiz até aqui, inclusive o “todo cuidado é pouco”. Os governadores do Rio, São Paulo e Espírito Santo acabaram comparecendo à solenidade, embora tenham chegado atrasados. Combinaram, sem dúvida.
Segunda-feira, 7 de setembro, Sérgio Cabral encontra-se com a bancada de parlamentares do Rio, em um jantar no Palácio Laranjeiras, para tratar do assunto. O dia escolhido vem a calhar.
Quanto à solenidade, tá na cara que a pressa tinha a ver com a Dilma e sua candidatura Ela estava sumida do mapa depois das declarações da Lina Vieira à CCJ.
Voltou com todo o destaque e acabou promovendo um strike na Bolsa ao comunicar que uma nova estatal – a Petro-Sal – será criada para gerir a exploração.
A empáfia de dona Dilma me lembrou a Zélia. Isso mesmo, estava a cara da Zélia Cardoso de Mello, a super-ministra do Collor.
Da nova avaliação de ensino superior brasileiro?
O desastre de sempre. Quase 40% das instituições foram reprovadas. É uma vergonha que apenas 1,3% dos estabelecimentos tenham recebido nota máxima.
Na lista das reprovadas por unanimidade está a Universidade de Nova Iguaçu. Pelo visto, nada mudou, desde 1990, quando denunciei seu diretor, Fabio Raunhetti, fraudador emérito da Previdência Social.
A Unig continua a porcaria que sempre foi.
Do crescimento dos casos de tuberculose no Rio?
Não é possível que esta moléstia para a qual existe cura e cujo tratamento é gratuito ainda afete tanta gente. É preciso fazer uma campanha maciça de esclarecimento e orientação.
Os sintomas desaparecem logo que se inicia o tratamento, mas é necessário que se completem os seis meses recomendados. Quando se sentem bem, os doentes acham que já estão curados. E a doença reincide com maior virulência.
A orientação é fundamental.
Da ação da Associação dos Delegados contra a Lei Anti-Fumo?
Primeiro a Advocacia Geral da União, agora a Adepol. Acham que o combate ao tabagismo é de competência exclusiva da União.
As Assembléias Legislativas podem – e devem – ter autonomia para legislar sobre essa questão de saúde pública.
Será que os delegados querem que a Alerj seja apenas uma Casa das Medalhas?
Do ato em favor do PM miliciano que impediu o trânsito na estrada presidente Dutra, na altura da Baixada?
As milícias usam as mesmas estratégias do tráfico. Mobilizam a população que exploram e atemorizam para que se transforme em massa de manobra.
O jogo sujo de sempre.
Da morte do advogado que defendeu Collor, em 1992?
Que morte estranha! Foi assassinado, provavelmente a facadas, junto com a mulher e a empregada.
Este processo, parece, continua fazendo vítimas: PC Farias, seu irmão, a namorada...
Do caso do cão-guia que foi impedido de entrar no Tribunal de Justiça?
É um espanto uma advogada ter de lembrar a um desembargador a existência de uma Lei Federal que lhe permite ingressar em qualquer lugar público ou privado acompanhada de seu cão.
Das novas pretensões profissionais de Álvaro Lins?
Formado em Direito, pediu registro à OAB. Tudo bem, só não entendo porque morando em Copacabana pediu o registro em Barra Mansa.
Será que vai conseguir clientes, depois de tantos derrotas?
Da interdição de um alojamento para jovens em Bangu?
Que arapuca! Um pardieiro imundo em que 35 garotos viviam amontoados. As imagens do local são deprimentes.
Esse tipo de safado que convence pobres como aquele menino maranhense de que a contratação para jogar no flamengo é certa e toma duzentos reais da família tem que ir em cana mesmo. Ilude e explora.
Do programa do PR, na TV?
Arranjaram um guri para comentar as pretensas realizações do Garotinho.
No quadro, ele diz que não sabia que Garotinho tinha feito tanta coisa.
E como fez, menino! Você não sabe nem a metade.
Da comemoração dos 40 anos do Jornal Nacional?
Deprimente o Bonner e a Fátima apresentando a mesa nova, o computador de última geração. E aquele globo girando ao fundo?
Quem assistir ao jornal, depois do jantar, corre o risco de ter enjôo.
É justo que comemorem, mas em um horário especial. Por que não produzem um Globo Repórter para lembrar a data. Certamente, tem coisa muito boa nos arquivos que poderia ser mostrada.
O tempo do noticiário é curto e não pode ser desperdiçado em auto-elogios. Só a notícia importa.
A única coisa que se salvou foi a reportagem sobre os danos provocados pelo crack, embora o assunto já tivesse sido abordado pelo Caco Barcelos, no Profissão Repórter.
Dos comentários da Xuxa sobre a visita ao sítio do Zeca Pagodinho?
Não sei o que vai fazer lá, já que não bebe, não fuma e não come churrasco.
Agora, perdeu uma boa oportunidade de ficar calada quando comentou o erro de grafia de sua filha ao escrever cena com “s”.
Disse que a menina se confundiu por causa do inglês. Se continuar assim, acaba muda. Não aprende uma e esquece a outra.
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