Rapidinhas
Rapidinhas 22.07.09
Cidinha, o que você achou:
Do seqüestro de 27 fazendas de Daniel Dantas pela Justiça?
É por aí, mesmo. A agropecuária é frequentemente utilizada para “legalizar” recursos milionários.
No caso de Dantas, seu negócio tem nome de santa – Agropecuária Santa Barbara Xinguara – e concentra no
No caso de Dantas, seu negócio tem nome de santa – Agropecuária Santa Barbara Xinguara – e concentra no
Pará quase dois terços das terras. O rebanho é estimado em mais de 450 mil cabeças.
Segundo a Polícia Federal, ele usava as fazendas para lavar o dinheiro proveniente de crimes financeiros, por meio de contratos de mútuo e emissão de notas fiscais frias.
Além disso, a empresa é acusada de crime ambiental: teria desmatado 51 mil hectares da Floresta Amazônica.
A história não é nova. Para esconder seus ganhos ilícitos, gente que não sabe distinguir um cabrito de um bezerro, de repente, se transforma em fazendeiro.
Da polêmica envolvendo o pré-sal e os royalties do petróleo?
Ontem, o governador Sergio Cabral publicou um artigo no qual garante que vai defender os interesses do Rio de Janeiro contra as tentativas de alterações da legislação que regula o assunto.
E, hoje, no Globo, Miro Teixeira volta ao assunto.
Em seu artigo, reitera que são altíssimos os valores envolvidos na questão, o que aumenta a cobiça sobre os royalties do petróleo, antes mesmo do início da extração da camada do pré-sal.
Ano passado, dos R$ 3,3 bilhões pagos pela União aos estados, couberam ao Rio R$ 2,2 bilhões. Em 2009, já recebemos R$ 709,4 milhões do total de pouco mais de um bilhão de reais.
Miro ressalta, também, que com a entrada dos recursos do pré-al, é provável que São Paulo nos ultrapasse em arrecadação, mas que não devemos considerá-lo um concorrente. Ao contrário, temos que ser aliados para que se mantenham as regras atuais de compensação das unidades da Federação.
Lula já disse que é favorável à criação de uma nova estatal para o pré-sal. Se conseguir, teremos muita encrenca pela frente.
O artigo do Miro é um brado de alerta e não deixa dúvidas quanto ao único caminho que nos resta:
“A luta pelos nossos direitos tem que ser aberta, total e sem limites. É bom que saibam todos”
Miro é um lutador de grandes lutas e, nessa, mais uma vez estou junto dele, para o que der e vier.
Da pesquisa do UNICEF sobre mortes de adolescentes no Brasil?
Os números são impressionantes. Desde 2006, a quantidade de vítimas de assassinato equivale a dois aviões caindo por mês. E 10% delas ocorreram no Rio.
Manuel Buvinich, do UNICEF, reconhece os progressos do Brasil na redução das taxas de mortalidade infantil, mas lamenta que “as crianças que o país salvou comecem a morrer aos 12 anos”.
Os jovens são a mão-de-obra preferencial do tráfico de entorpecentes, por isso, os índices de assassinados entre homens e negros e bem maior que o de moças e brancos.
Outra coisa que fica evidente é a ocorrência de índices altos em cidades em que a ilegalidade é freqüente o que dá a liderança a Foz do Iguaçu, uma das rotas preferenciais do contrabando, inclusive de armas.
Cuidar do futuro da juventude não pode prescindir da educação e isto, parece, não integra os planos dos governantes que preferem as eleições em detrimento das gerações.
Sem escola, trabalho e distribuição de renda o futuro não passa de um mero ponto de vista.
Das revelações sobre o esquema da Pirâmide de que participava o Romário?
Sem dar os nomes os jornais noticiam que participavam do esquema um major da PM e um policial civil, o que não chega a ser novidade. Sempre que uma atividade criminosa ou ilegal se instala e não é combatida, tem gente da polícia metida no caso.
É lamentável que o Romário tenha se metido com essa gente, mas estou me lixando para as perdas financeiras dos “investidores”.
Sempre me lembro do que diz meu amigo Ivan Vasques:
“Quando eu era delegado e recebia uma queixa de conto do vigário, ficava com vontade de prender o autor e a vítima. Os dois estavam querendo ganhar dinheiro fácil, não importa a maneira”.
Essa turma toda estava querendo ganhar muito sem se importar com a falcatrua que estivesse na origem do lucro. E perdeu!
Da medalha de bronze da Poliana Okimoto?
Um feito extraordinário. Foi a primeira brasileira a subir ao pódio no Mundial de Esportes Aquáticos e 15 anos depois da última medalha conquistada na modalidade por atletas brasileiros.
Vi a Poliana ganhar a maratona dos fortes, em Copacabana e vibrei com sua vitória nos cinco quilômetros que nadou na Itália. É uma grande nadadora e, além disso, uma simpatia. Mereceu.
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