Rapidinhas

Rapidinhas 05.06.09

Cidinha, o que você achou:
 
Das últimas notícias sobre o desastre com o avião da Air France?
 - Ontem, comentando esta tragédia, critiquei a insensibilidade do ministro Nelson Jobim que se estendeu em detalhes, impossíveis de serem comprovados, dos últimos instantes das vítimas do acidente.
Não cheguei a mencionar a arrogância do ministro que se antecipou às conclusões da aeronáutica e afirmou que os destroços avistados eram da aeronave desaparecida.  Disse, com todas as letras, que não havia qualquer dúvida a respeito. 
Foi desmentido, menos de 24 horas depois da coletiva que convocou.
A única pessoa que duvidou, publicamente, das certezas de Jobim foi o Chico Caruso.  Na primeira do Globo, em uma de suas charges magistrais, pôs legenda em que gozava a auto-intitulada sabedoria de Sua Excelência. 
Antecipou-se aos fatos e acertou em cheio.
 
Da reação dos ambientalistas à aprovação, pelo senado, da medida provisória 458?
- A reação e plenamente justificável, principalmente, no dia mundial do Meio Ambiente.
Parece que o governo quer se antecipar aos americanos.  Quer patrocinar, antes deles, a destruição da floresta amazônica.
Esta medida provisória é um crime.  Com a desculpa de regularizar a posse de pequenos agricultores de terras públicas federais na Amazônia, abre uma brecha para que se legalize a situação de um monte de grileiros.
Com isso, aumenta ainda mais a concentração fundiária na região e, com ela, o risco do desmatamento ilegal, que já é um flagelo.
Sua aprovação, depois da MP 452, pela câmara federal, que acaba com a exigência de licenciamento ambiental para a ampliação ou revitalização de rodovias, representa uma agressão gravíssima à preservação do meio ambiente, única forma de garantir o futuro do planeta e da humanidade.
A sessão de ontem do senado, com intervenções debochadas de senadores como Mozarildo Cavalcante e Mão Santa para justificarem a aprovação da MP, tem que gerar um movimento de indignação e repulsa.  Antes que seja tarde.
 
Das investigações sobre o desaparecimento da engenheira Patrícia de Franco?
- Com atraso de quase um ano, a polícia parece ter encontrado o rumo correto das investigações e está prestes a identificar os canalhas que mataram a moça e despareceram com o corpo.
Imagino o sofrimento de seus pais, durante esse tempo todo.  Perder um filho é a dor maior.  Nessas circunstâncias, não tem tamanho.  Deve ser insuportável.
 
Das declarações do juiz do jogo Vasco x Corinthians?
- Tenha paciência.  Um pênalti escandaloso como aquele e ele diz que está meio chateado, mas que não pode ver tudo.  Um espanto.
É impressionante que o progresso da tecnologia não tenha chegado ainda aos campos de futebol.  O “tira teima” tinha que ser um elemento de auxílio à arbitragem.  O argumento de que isso tiraria a emoção da partida é fraco.
Melhor perder uma parte da emoção e evitar que um time, depois de um campeonato inteiro, seja prejudicado por um erro do árbitro.
 
Da guerra entre as torcidas em São Paulo?
- Isto é uma barbaridade, uma selvageria.  Ônibus queimados, gente agredida com barras de ferro.  Os clubes são responsáveis por isso.  Financiam esses bandos de vagabundos e desocupados.
Agora, te digo uma coisa.  As torcidas dos grandes clubes têm culpa no cartório, mas a do Corinthians é a pior.  
E não é de hoje.  Há mais de trinta anos, eu e o Ricardo vimos, num domingo em que o time paulista jogaria contra o Flamengo, no Maracanã, um grupo de torcedores invadindo um ônibus, na Praça General Osório, só pra dar porrada nos rubro-negros.
 
Das festinhas do Berlusconi?
- Pois é, mocinhas de topless em embalos na casa de campo.  Bom, com aquele passado e com aquela fortuna não poderia dar em outra.
Só estava faltando a divulgação.
 
Pra você, qual foi a imagem mais nojenta da semana?
- A que vi no Bom Dia Brasil, de hoje.
Um vídeo encontrado na casa de um seqüestrador que está sendo procurado pela polícia do Paraná.  O marginal aparece deitado na rede, ensinando seu filho e uma sobrinha de três anos a atirarem com um revolver de brinquedo em uma boneca.  
Ele diz: “atira, atira, mata” “Dá uma coronhada nela”.  Como as crianças hesitaram, nem sabiam o que era, ele se estica e dá com o brinquedo na cabeça da boneca.
Quase vomitei.