Rapidinhas
Rapidinhas 15.06.09
Cidinha, o que você achou:
De mais essa derrota do Flamengo?
- Não faz o menor sentido. Como é possível uma coisas dessas? O time campeão perder de cinco para o lanterna, depois de ter sido derrotado por quatro a dois pelo Sport de Recife.
O que aconteceu com o Bruno, goleiro que defendeu três pênaltis e agora deu para deixar passar a bola por entre as pernas? Um frangaço!
Está havendo algum desacerto interno. O grupo parece desarticulado, na base de cada um por si. Só pode ser um distúrbio psicológico que atingiu a todos eles. Um problema de Cuca...
Dos atos secretos do Senado?
- Agora sabemos que essa ilegalidade tem, pelo menos, dez anos. Todos os senadores que ocuparam a presidência, nesse período, são responsáveis por eles.
Mas o Sarney tem mais culpa porque já ocupou o cargo mais de uma vez.
Até quando ele vai repetir que não sabia? Ignorava que recebia o auxílio-moradia, desconhecia que sua filha, a senadora Roseana, usava indevidamente sua cota de passagens e, agora, o caso da nomeação de seu neto.
É muito desconhecimento!
O título da coluna de hoje, no Globo, do Ricardo Noblat é “Sai, Sarney”. Creio que foi o primeiro a propor a renúncia. Por enquanto, parece, ele ainda está sendo respeitado pela idade. Pela biografia não pode ser.
Mas esse tipo de “artifício” encoberto não ocorre só em Brasília. Por aqui, na CPI do TCE, vivo meu Senado particular. Todo ato administrativo só é valido após sua publicação no Diário Oficial. Quando se trata de nomeações os nomes dos funcionários não podem ser abreviados. Não podem, mas foram para que não se pudesse ligar “os nomes às pessoas” e, assim, camuflar as ligações indevidas.
Do assassinato do engenheiro em um condomínio na Barra da Tijuca?
- Pelo que li, era um tipo de relacionamento que tinha tudo para dar errado. O desfecho trágico foi-se desenhando no tempo de convivência.
O engenheiro morto a facadas foi padrinho do casamento anterior de sua mulher, vinte anos mais nova. Ela se separou para ficar com ele. Tiveram logo um filho que precisou ter a paternidade confirmada por um exame de DNA.
Aos 50 anos, Renato Biasotto vendeu a academia de ginástica que tinha no Recreio para se dedicar exclusivamente à Alessandra e o filho. Em outras palavras, ciúme em tempo integral.
As brigas passaram a ser constantes e os registros na delegacia não deixam dúvidas. O ultimo, ano passado, se refere a um ferimento no rosto do marido causado por um cinzeiro jogado pela mulher.
O que faltaria acontecer depois de uma violência como essa?
Enredadas em uma relação doentia as pessoas perdem a noção do perigo que correm e da tragédia que estão prestes a protagonizar.
Na vida, tem hora certa para tudo. Até para dizer:
- Chega, acabou, vou sair!
Antes de qualquer agressão. Para se manter vivo e livre.
Da iniciativa do TRE de recadastrar os eleitores?
- Ótima. É fundamental para evitar a fraude nas eleições. O processo começa hoje, em Búzios. O eleitor será identificado por impressão digital.
Tomara que seja logo implantado em todos os municípios do estado. 2010 está chegando.
Do caso dos dois rapazes, moradores do Conjunto da Boa Esperança, em Guadalupe, que foram torturados e mortos por traficantes?
- É uma barbaridade que se repete em todas as comunidades pobres da cidade. Os marginais do Morro do Chaves, em Barros Filho, teriam fuzilado os rapazes em retaliação à ação de milicianos.
Um motivo torpe como todos os outros.
Outro dia, um rapaz que trabalha na Comissão de Defesa do Consumidor da Alerj, que usava o uniforme de trabalho – uma camisa preta com o logotipo do estado – foi espancado por traficantes que pensaram que ele fosse policial. Só não foi morto porque o chefão percebeu o equívoco e evitou o assassinato
Salvou-se por pouco.
Da reação dos funcionários da Funarj á retirada do Municipal do projeto das OS?
- O pessoal tem que se articular e ir à luta em defesa dos outros equipamentos do estado ameaçados de privatização.
Toda cidade tem o seu teatro-símbolo – patrimônios públicos todos eles. Em Paris, a Opera, em Milão, o Scalla, em Nova York, o Metropolitan.
O nosso, sem dúvida, é o Municipal que, mês que vem, completa 100 anos. Essa mística foi bem empregada para livrá-lo do desastre.
Depois da crise econômica a partir da decisão do governo americano de assumiu o controle de bancos, seguradoras e até da GM, falar em privatizar cheira a mofo. Com o Obama, privatização já era.
No setor cultural, principalmente, não se pode visar o lucro. Para o Estado, não ter prejuízo já basta. Quem tem que lucrar é o conhecimento, a tradição ou a renovação do clássico ou do popular, não importa.
No setor cultural, principalmente, não se pode visar o lucro. Para o Estado, não ter prejuízo já basta. Quem tem que lucrar é o conhecimento, a tradição ou a renovação do clássico ou do popular, não importa.
O que não pode é o ministro da cultura interferir para que Caetano Veloso receba dois milhões de reais da Lei Rouanet para a turnê nacional de seu show cujo ingresso custa R$ 145,00.
Não seria melhor privatizar o Caetano?
Da onda de assaltos na Linha Vermelha?
- Ontem, ocorreu o terceiro. Sempre, no mesmo lugar. Basta a polícia fazer como os assaltantes: voltar ao local do crime. Não precisa nem combinar a hora. Todo mundo já sabe.
Da denúncia segundo a qual agentes penitenciários estariam filmando visitas íntimas aos presos do presídio federal de Campo Grande?
- Um comportamento abjeto. Voyeurismo de agentes do Estado é muito sórdido. Eles são mais doentes que os presos. O desvio tem que ser investigado e punido.
Das denúncias investigadas pela CPI de Acari, presidida pelo vereador Paulo Pinheiro?
- É um caso sério que se arrasta desde o ano passado. Como sempre, quando o assunto se refere à saúde, há muito dinheiro envolvido.
O contrato entre a prefeitura do Rio e a GPS que administra o hospital de Acari é orçado em R$ 374 milhões.
Foram adiantados R$ 3,3 milhões à empresa. Dos 298 leitos de que dispõe a unidade, apenas 160 estão disponíveis
Segundo o vereador, existem dois contratos diferentes e, entre março e dezembro de 2008, R$ 28 milhões foram jogados no lixo por conta de um termo aditivo que só consta em um deles.
Paulo Pinheiro é médico, foi diretor do Miguel Couto. Sabe, perfeitamente, que suas suspeitas têm fundamento.
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