Rapidinhas

Rapidinhas 17.06.09

Cidinha, o que você achou:

Do discurso do Sarney?
- Ele não é bobo.  Procurou basear sua defesa no caso das nomeações da sobrinha e do neto que, de fato, não são os problemas mais graves.  Só faltou dizer: “vocês vão me condenar por causa de uma bobagem dessas”?
Parece que não sabe que o que pesa contra ele é o acúmulo de problemas que o acompanham desde o Maranhão e, antes que eu me esqueça, passando pelo Amapá, seu domicilio eleitoral por conveniência.
A longa vida pública que invocou em sua defesa é, justamente, onde se encontram seus pecados. 
Mas Sarney aposta no esquecimento.  Hoje, ele é homem de confiança do Lula.  Quem vai se lembrar dos tempos da ditadura, do blefe do plano cruzado, da inflação de 84% ao mês?
Isso foi antes!!!
 
Da foto do Lula no ensaio da funkeira Valesca Popozuda na Playboy?
- Por mim, tudo bem.  Quem tem que achar mesmo é a dona Marisa Letícia.
De todo modo, é uma novidade.  
Dizem que a admiração nasceu durante a inauguração de uma obra do PAC.  Lula e a cantora dividiram o palanque.  
O Obama está certo: Ele é o cara.  Isso é que é popularidade. 
 
Da operação policial contra as milícias?
- A Polícia está fazendo um bom trabalho, dessa vez atacando as fontes de financiamento das milícias. Ontem, foram fechadas centrais clandestinas de TV a cabo, revendedoras de botijões de gás e reprimido o transporte alternativo irregular.
Depois das prisões da semana passada, as quadrilhas vão sentir no bolso.  Serviço completo.
 
Do depoimento do ministro Minc defendendo a descriminalização da maconha?
- Ele defende com vigor tudo no que acredita.  Se expõe, não se importa com o que seria politicamente correto.
Quando tem que chamar proprietário rural que desmata de vigarista, chama mesmo.  Nem se incomodou com o piti da senadora Katia Abreu e do Tasso Jereissati.
E agora, diante de uma comissão, fez a defesa da legalização da maconha.  Sem se importar com a repercussão de sua atitude.  
Eu não sou a favor.  Acho que a maconha é a porta de entrada para o consumo de outras drogas como a cocaína e o crack, mas respeito muito o Minc pela sinceridade de suas posições e coerência de princípios.
Da exigência de recita médica para a venda de antibióticos?
- Acho correta, mas, na base disso tudo está a escola.  Educação e saúde caminham lado a lado.  A automedicação é um risco para a saúde e quando se trata de antibióticos ainda é maior.  O remédio pode curar, mas, se for inadequado, pode reforçar as defesas das bactérias e gravar o quadro da infecção.
Tive uma pneumonia gravíssima – a “legionnaire”, a mesma que matou o Sergio Motta – e fui salva pela prescrição do meu clínico geral, o Dr. Fabio Miranda.  
Ele receitou o antibiótico certo e eu fiquei curada.
Essa pneumonia deixa seqüelas.  A parte do pulmão afetada perde a flexibilidade.  Tive que fazer fisioterapia respiratória.  Pra tristeza de alguns não fiquei muda.  Só um pouco desafinada, mas ainda dou conta do recado.
 
Da deputada cassada Jane Cozzolino andando de carro oficial da câmara de vereadores de Magé?
- Acho que essa gente pensa que Magé está fora do mundo e que ninguém vai ficar sabendo.  Mas, parece que o povo de lá não se incomoda com isso.  A prefeita é irmã da ex-deputada e acaba de ser reeleita.  A família está em todas pela vontade do eleitor.
 
De o governador Sergio Cabral ter sancionado o projeto de lei que você apelidou de “não me engana porque eu não gosto”?
- Agora, é lei.  O projeto é de minha autoria e obriga os estabelecimentos a divulgarem as vantagens que oferece.  Acaba com a promoção secreta.
Sou assinante do Globo há muitos anos.  Só recentemente descobri que várias farmácias dão desconto de 10% a quem é do clube do assinante.  Uma vendedora me perguntou antes que eu fosse pagar a despesa.
A partir de agora, o aviso deverá estar à vista de todos.
O mesmo acontece com as bilheterias de cinema.  Quem tiver cartão mastercard do Itaú, como a Flávia que trabalha no meu gabinete, tem desconto de cinqüenta por cento no ingresso pago com o cartão.
Mais um direito do consumidor que está garantido por Lei.