Rapidinhas
Rapidinhas 18.06.09
Cidinha, o que você achou:
Do discurso do Lula defendendo o Sarney?
- Às vezes, parece que ele surta. Nos últimos dias, está incontrolável.
Defender o Mahmoud Ahmadinejad, um fascistão daquele, como se fosse a salvação da democracia iraniana e dizer um monte de bobagens sobre a lisura das eleições do fim de semana é demais da conta.
Agora, te confesso que, no caso do Sarney, não me surpreendi. Afinal, ele já beijou a mão do Jader Barbalho, disse que Severino Cavalcanti estava sendo injustiçado, aliou-se a Renan Calheiros, patrocinou a indicação do Collor para a Comissão da Infraestrutura, protegeu o bando do mensalão.
Por que não defenderia o Sarney? Mas poderia arranjar outro argumento, criatividade não lhe falta. Citar a história do presidente do senado para justificar sua inocência é, no mínimo, um contra-senso.
É justamente aí que está o problema. Que mora o perigo, como diz o povão.
Mas, para o Lula, isso não tem a menor importância. Culpada é a imprensa que incentiva o denuncismo. É aquela história: se o telefone lhe traz más notícias troque de aparelho.
Da sessão em que foram encaminhadas as emendas ao projeto das OS?
- Foi uma sessão longa. Acabou às oito da noite. Mas houve um momento comovente: o pronunciamento do Paulo Ramos.
Um discurso denso, profundo, sério, contundente, emocionante, impregnado da “ira santa” lembrada na canção de Milton Nascimento.
Além disso, ele denunciou contratos da secretária Adriana Rates e da Carla Camurati. Mas este é assunto para outro dia, com mais tempo e mais detalhes.
Da aprovação, no Senado, da emenda constitucional que cria mais sete mil vagas de vereador?
- Um absurdo. Não há a menor necessidade de mais vereadores para que as câmaras municipais sejam mais representativas. Se a emenda for definitivamente aprovada o gasto aumenta e o povo continua no prejuízo.
Da legalização dos Bingos?
- Sempre fui a favor. Adulto não precisa ser tutelado pra se divertir. Quer jogar, deixa jogar. O recinto é fechado, menor não entra. Qual é o problema?
O que não pode acontecer é o roubo. Os equipamentos têm que ser controlados para evitar fraude.
Melhor cassino funcionando que ter caça-níquel em qualquer botequim.
Da decisão do STF que revoga a exigência de diploma para jornalistas?
- Era outro rastro da ditadura e, felizmente, teve o mesmo fim da “lei” de imprensa que foi enterrada há poucos dias.
Os melhores jornalistas que conheço não têm diploma. O bom jornalismo, como o samba, não se aprende na escola.
Da denúncia sobre o novo produto que está sendo usado para alisar cabelos?
- É um risco terrível. Já existe a Lei que proíbe a utilização do formol, de autoria do deputado Dionísio Lins – uma lei muito boa - e a Comissão de Defesa do Consumidor foi vitoriosa na ação que obriga o estabelecimento a exibir o cartaz com o texto da proibição.
Li no Dia que esse produto – glutaral – é usado para desinfecção hospitalar e é dez vezes mais tóxico que o formol. Uma irresponsabilidade criminosa.
É preciso uma ação decisiva, antes que morra gente.
Do desfecho trágico da violência durante a Parada Gay, em São Paulo?
- Uma barbaridade! Pela televisão, testemunhamos um crime de extrema crueldade. Uma tristeza que o rapaz que foi barbaramente espancado tenha morrido.
Fico chocada e indignada com tudo isso. É preciso prender e punir esses canalhas.
Do jogo Corinthians e Internacional?
- Formidável, jogão. Os dois times se empenharam com uma garra extraordinária. Ronaldo Fenômeno fez um golaço.
É bom o Cuca passar o teipe da partida num intensivão para os jogadores do Flamengo, pra ver se eles pegam o espírito da coisa.
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