Rapidinhas

Rapidinhas 29.06.09

Cidinha, o que você achou:
 
Da vitória do Flamengo no basquete?
Foi um jogo emocionante e significativo para a equipe.  Conquistou o primeiro título da recém-criada NBB e o bicampeonato brasileiro.
A vitória é prova incontestável da dedicação dos atlas e da comissão técnica do time, numa fase de tantas dificuldades financeiras.
Valeu, mesmo!
 
Do jogo da conquista da Copa das Confederações?
Que terror aquele primeiro tempo.  Mas quem torce pelo Flamengo sabe que é possível um time estar ganhando por dois gols e, no final, perder o jogo.  Não faz muito tempo, passamos por esse trauma.
Foi o que aconteceu no segundo tempo.  As substituições deram certo,  o time melhorou e o Lúcio mereceu fazer o gol da vitória.
Agora, os americanos sabem como dói pensar que a vitória é certa.
 
Do empate entre Flamengo e Fluminense?
Tiveram o placar que mereceram – zero!
 
Da programação da TV, no fim de semana?
No sábado de manhã, ocorreu uma coisa interessante.  Fui apanhada desprevenida por um programa de entrevistas da Xuxa.  Não a via há muito tempo.  Continua muito bonita, mas tem que se livrar de um cacoete: ficar mexendo nos dedos do pé.
Muito boa a conversa com Murilo Benício.  Te confesso que não gostava dele, mas foi um papo ótimo em que ele estava completamente à vontade, falando com sinceridade sobre diversos assuntos.  Gostei, mesmo.
Agora, super-over é a Ivete Sangalo.  Me irrita profundamente com a mania de demonstrar que vive uma gravidez super-saudável.  Pra isso, fica pulando o tempo todo, expondo-se desnecessariamente.  Sua exposição beira a arrogância.  Me deixa aflita.
A tentativa do programa do Faustão de homenagear o Michael Jackson foi patética.  As bailarinas com máscaras, em grotesca imitação do Thriller estavam ridículas.
O Fantástico está completamente perdido.  O programa está fatiado – a parte da Regina Casé é péssima -, descosturado.  Perdeu a homogeneidade que o caracterizava.
O Jornal Nacional é um caso à parte.
Está mais perdido que cego em tiroteio.  Bonner e Fátima Bernardes estão fazendo de sua tentativa de interatividade um desastre completo.  Há momentos em que ele fica tão descompensado que seria preciso camisa de força.  Sacode tanto as mãos que uma chega a esbarrar na outra.
Outra falha grave que cometem é confundir jornalismo com entretenimento.  Convidaram o Nelson Motta para comentar a vida do Michael Jackson e reduziram a entrevista sobre a morte inesperada de um astro a uma coleção de curiosidades sobre sua carreira.  
Além disso, os correspondentes estão lastimáveis.  O Pontual, de Nova York, faz a matéria sem ritmo sem informação confirmada.  Quando encerra, o espectador continua na mesma.  Não acrescenta nada.
A Ilse Scamparini está soturna.  Parece resultado da mistura da Madona com o papa Bento XVI.
O JN está o pior noticiário da TV. Perde do da Record, da Band e dos outros da Globo.  Precisa encontrar um rumo, urgente.
 
Das repercussões da morte do Michael Jackson?
Um festival de urubulice explícita.
O sujeito ainda não foi enterrado e já apareceu um monte de gente querendo arrancar um pedaço da sua popularidade.  A começar pela família.
A ex-mulher aparece dizendo que os filhos não são dele.  A irmã se veste como se fosse a um baile de gala pra dar entrevista e já havia telefonado para a babá para saber onde ele guardava o dinheiro.  O pai – um debiloide completo que tiranizava os filhos – também disputa espaço.  
Se tudo que dizem for confirmado tem que prender a família toda.
 
Da proposta de choque de ordem na educação do Rio?
Acho difícil.  Querem fazer, mas sem dinheiro.  Assim, não dá.
O que o Brizola fazia era muito diferente.  A escola em tempo integral, com atividades múltiplas e complementares tem que ser prioridade absoluta, como investimentos maciços que se traduzam em bons uniformes, ótimas instalações, profissionais bem preparados e pagos, boa comida e atendimento médico e dentário.
Sem isso, não é investimento.  É paródia.